Eu estava em uma bela noite, noite essa inimaginável do que haveria de acontecer – sim em uma bela noite – sonhando, um sonho no mínimo sonhado, daqueles em que estavamos por quem? não sei, mas em uma sala de aula daquelas de tipo de faculdade, não aos modos de escola, mas envoltos num processo de mistério do sonho, aparentava ser uma aula de filosofia, pois encontrava-se em meu defronte por sobre a lousa, daquelas novas de estilo branca, que usam canetões e não giz, sem nada escrito e por sobre, estava a minha professora de filosofia moderna e contemporânea que é a Suze Piza com seu sorriso habitual e singular, feliz por estar alí. No sonho… parafraseando, sobre "Um sonho sonhado sozinho é um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade" – Raul Seixas.

Quando ao meu lado estava sentando quieto como sempre, porém prestativo e receptivo com o ambiente filosófico alí formado, o Blue – porém estava com sua camiseta vermelha, estranha relação pois é tradicional que vermelhos e azuis nunca se derão bem, nem cromática e nem políticamente – outros papos, outras paragens instelectuais – bem, a não ser em categrais com vermelhos dourados e azuis ultra-marinos, se configurando com o raiar, com sua jaqueta de jeans olhando para mim, com espanto e curiosidade típica do sentimento Inversista. A classe se amontou nesse momento todo, no centro daquela sala, e meio que estavam em conversas. E como paranão deixar de citar “Eu quero espaço, eu quero movimento, eu quero que aconteça, eu quero ver, ouvir, gritar, eu quero sentir, eu preciso estar lá. Mas lá aonde?” – Gabi Melo

Esse lugar, esse sonho, de repente me vejo como um outro-de-sí, um alguém que se levanta de todo aquele amontoado de pessoas, ao a professora no seu lugar de professora, o Blue ao seu lado esquerdo me vejo gritando: Inversismo forever, inversismo para sempre!!! Como uma iniciação no sonho, talvez uma iniciação espiritual? Só sei que acordando, deste sonho ou dessa realidade me ví no pesado da existência real, mas leve, muito leve, muito feliz e invertido perante a minha vida, sempre atribulada por compromissos do estar aí, do ser-aí no mundo, de projetos culturais e comunicacionais, daqui e acolá sem espaço, sem grupos… Num vazio que me prencheu do salutar Inversismo, um mais? Absolutamente não! Jamais será um mais o Inversismo, ele é um método não uma adição “pura e simples”, como no sonho eu me ví por sobre os demais, do amontoado de pessoas saindo da quantidade e indo diretamente ao qualificativo que é esse nosso Inversismo de todos os dias… Inversismo é o método de construção de nossas culturas, de nossa vivência quotidiana, visando nos erguer diante dos sofrimentos da vida, e do jovem né Blue?

Meu Sonho Inversista é….

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